quarta-feira, 2 de julho de 2014

Paes inaugura teleférico da Providência e pede desculpas por atraso das obras

Enquanto a equipe testava o equipamento, o teleférico ficou parado por cerca de cinco minutos, entre as Estações Américo Brun e Central

DANIEL BRAGA

02/07/2014 - O Globo

Prefeitura inaugura teleférico no Morro da Providência Foto: Beth Santos / Divulgação/Prefeitura do Rio
Prefeitura inaugura teleférico no Morro da Providência - Beth Santos / Divulgação/Prefeitura do Rio

RIO - Pedindo desculpas aos moradores do Morro da Providência pelo atraso na entrega das obras, o prefeito Eduardo Paes inaugurou na manhã desta quarta-feira as obras do teleférico na comunidade. Ele reconheceu que a prefeitura não desenvolveu um diálogo da forma como deveria com os moradores, o que provocou um embargo jurídico das intervenções. As obras de implantação do sistema estão prontas desde maio de 2013, porém, somente agora — 13 meses depois — a prefeitura conseguiu fechar uma parceria com a iniciativa privada para o serviço entrar em operação.

- Foi preciso fazer ajustes necessários, principalmente aqui, um lugar tão simbólico, pois é a primeira favela da cidade e está em uma região que foi abandonada durante anos, o porto. Hoje entregamos um equipamento de mobilidade, saúde e turístico - afirmou o prefeito, referindo-se a estação Gamboa do teleférico que abriga, ainda, uma Clínica da Família e possui uma vista panorâmica da Baía de Guanabara e do Pão de Açúcar.

Ao lado do prefeito, o governador Luiz Fernando Pezão também comentou os atrasos da obra:

- Não queremos inaugurar obras apenas para a Copa e as Olimpíadas. Este é um legado da população. É para sempre e não para estes eventos. O mesmo exemplo é seguido em relação a paz. Não queremos uma paz momentânea. Queremos a paz para sempre - disse Pezão, numa alusão às Unidades de Polícia Pacificadora.

O sistema ficou parado por cerca de cinco minutos, por volta do meio-dia, entre as Estações Américo Brun e Central, enquanto a equipe testava o equipamento.

As três estações Gamboa, Américo Brun e Central compõem o sistema de teleférico.

SISTEMA COM ATÉ 10 PASSAGEIROS

A implantação do serviço custou R$ 75 milhões. As gôndolas têm capacidade para 10 passageiros cada— oito sentados e dois em pé. Elas foram fabricadas pela empresa austríaca Doppelmay. As cabines são feitas de acrílico e alumínio. O teleférico pode transportar até mil passageiros por hora, e o tempo de viagem entre a primeira e a última estação está estimado em oito minutos.

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