terça-feira, 26 de agosto de 2014

Teleféricos ligam ricos e pobres bolivianos

26/08/2014 - Folha de SP

La Paz e El Alto, na Bolívia, são duas cidades com geografia e estratos sociais em relação oposta. Matéria do The New York Times, assinada por William Neuman e reproduzida pela Folha de SP, conta como estas duas cidades tão diferentes socialmente acabaram unidas por um sistema de teleféricos.

La Paz, sede do governo, disposta num vale, guarda fortunas tradicionais e uma elite de pele mais clara. Em um platô está El Alto: mais pobre, mais jovem e geralmente mais morena.

Essa espécie de "paradoxo urbano", como diz o jornalista – "em que a parte baixa abriga a classe alta e a parte alta abriga a classe baixa" – , passa agora por uma mudança graças a um sistema de teleféricos para transporte coletivo. O sistema é um híbrido entre teleféricos de esqui e trem elevado.

O presidente da Bolívia, Evo Morales, que ordenou a construção do sistema, recentemente anunciou que construirá mais cinco linhas. Tudo como parte de um plano diretor  que poderá ter até 18 linhas.

"A primeira linha, a Vermelha, transportou 2 milhões de passageiros em 51 dias desde que passou a funcionar, o que superou largamente as projeções mais otimistas", informa a matéria. Medellín, na Colômbia, e Caracas, na Venezuela, também têm seus teleféricos. A diferença, segundo Torsten Bäuerlen, da empresa austríaca responsável pela construção das três primeiras linhas, é que na Bolívia os teleféricos são a espinha dorsal de um sistema de transporte coletivo.

E ele explica o motivo: La Paz, a 3.600 metros acima do nível do mar, inviabiliza sistemas de metrô ou trem. Por outro lado, ônibus estão sujeitos a congestionamentos de trânsito comuns nas duas cidades conectadas pelos teleféricos. Como solução, optou-se por construir um "metrô aéreo".

"O custo de US$ 234 milhões (R$ 531 milhões) das três primeiras linhas foi pago em dinheiro da vasta reserva de divisas acumulada pelo Banco Central do país durante vários anos de crescimento econômico impressionante, impulsionado pela venda de gás natural aos vizinhos Brasil e Argentina", informa William Neuman.

Para ler a matéria completa acesse o site da Folha de SP

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Obras do teleférico santista começarão no fim de 2016


Prefeitura de Santos entregará relatório ambiental para a Cetesb até setembro. O tempo de viagem previsto, de ponta a ponta, é de 15 minutos, segundo cálculos da CET

12/08/2014 - Diário do Litoral, Luigi Di Vaio

O sistema teleférico de Santos será operado com 80
O sistema teleférico de Santos será operado com 80 gôndolas
créditos: Luiz Torres/DL
 
A Prefeitura de Santos espera começar as obras do sistema teleférico no fim de 2016. O novo modal de transporte vai unir o Valongo com os morros do São Bento, Vila Progresso e Nova Cintra e o Bairro Caneleira, na Zona Noroeste. A previsão é de conclusão dos trabalhos em dois anos.
 
As informações foram passadas na noite de ontem pelo presidente da CET Santos, Antônio Carlos Silva Gonçalves, e pelo secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Nelson Gonçalves de Lima Júnior, aos moradores dos morros, em um evento no Morro São Bento.
 
Segundo explicou Silva Gonçalves, a Prefeitura deve entregar o Relatório Ambiental Preliminar (RAP) à Cetesb até setembro. Para viabilizar o sistema de teleférico não será necessária a apresentação de Estudo de Impacto Ambiental/ Relatório de Impacto Ambiental (Eia/Rima) e tampouco a realização de audiências públicas.
 
Ao fazer a análise do RAP, a Cetesb poderá, ou não, pedir ajustes ou medidas compensatórias.
 
O prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), porém, orientou o presidente da CET e o secretário municipal a frisar, no evento de ontem, que a intenção da Administração Municipal é minimizar, ao máximo, os impactos do novo modal entre os moradores.
 
Desapropriações
Serão necessárias apenas três desapropriações de casas, no São Bento, para erguer a estação naquele morro. As desapropriações serão por valor de mercado dos imóveis, e não pelo valor venal.
 
Em outros pontos, a Prefeitura vai ter de usar pequenos espaços em terrenos para a instalação das torres (tamanho de 5 metros quadrados). Os 28 proprietários cujas casas vão ter qualquer tipo de impacto com o teleférico estão sendo chamados para encontros de esclarecimentos na Prefeitura.
 
O sistema teleférico de Santos será operado com 80 gôndolas, cada uma com capacidade para transportar 8 passageiros sentados. Os vagões devem vir da França ou da Suíça. A capacidade será de 18 mil passageiros por dia, sendo que em um primeiro momento a expectativa é de que o modal vá atender 12 mil passageiros.
 
O teleférico funcionará das 6 horas à meia-noite. Ele já deve operar no sistema de bilhete único, ou seja, o passageiro poderá usar a passagem integrada (por um certo período de tempo) a outros meios de transporte, como ônibus e o Veículo Leves sobre Trilho (VLT).
 
Apelo turístico
De acordo com Lima Júnior, diferentemente do que ocorre no Rio de Janeiro, o sistema santista também terá forte apelo turístico.
 
Silva Gonçalves informou que o custo da obra é de R$ 200 milhões, todo financiado pela Caixa pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade Médias Cidades.
 
Pontos estratégicos
A estação da Vila Progresso ficará ao lado de um centro esportivo, a da Nova Cintra junto à Lagoa da Saudade, a do Valongo ligada à Rodoviária e a da Caneleira ao Poupatempo.