terça-feira, 17 de julho de 2012

ONG do Morro da Providência paralisa obras do teleférico

16/07/2012 - O Globo

Segundo diretor da instituição, prefeitura ainda não deu nenhuma resposta sobre melhorias que serão realizadas como contrapartida à instalação de torres no terreno da ONG

RIO - O diretor geral do Instituto Central do Povo (ICP) - ONG ligada à Igreja Metodista - Ronaldo Pereira, informou que as obras do teleférico do Morro da Providência foram paralisadas na manhã desta segunda-feira. O instituto está impedindo a entrada dos cerca de 300 operários no canteiro de obras. Segundo Pereira, a atitude foi tomada devido ao não cumprimento por parte da prefeitura de melhorias na ONG, prometidas por ocasião da instalação de três torres dentro do terreno da instituição, como uma contrapartida às obras.

Enviamos uma notificação há cinco dias úteis ao secretário municipal de Habitação, Jorge Bittar, e, como não tivemos nenhum retorno, estamos paralisando a obra a partir de hoje disse Ronaldo, que acrescentando que, entre as melhorias prometidas no instituto, estão a reforma da creche e troca do piso.

Ronaldo Pereira acrescentou que cada uma das duas torres de sustentação do teleférico que estão no terreno da ONG tem 16 metros quadrados de base. E que elas afetariam futuras construções que a ONG poderia realizar no local:

A obra está trazendo muitos transtornos. Tem crianças da creche que fica dentro da nossa instituição que estão com alergia à poeira e foram encaminhadas para tratamento. Fora o barulho. Sem contar que podemos ficar sem área para ampliar a creche no futuro.

Ao ser contatada pelo GLOBO, a secretaria informou que não estava ciente do ocorrido e está verificando a questão.

O instituto fica na Rua Rivadávia Correia 188, no bairro Gamboa, atrás do terreno onde ficará a estação Gamboa.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Morro da Providência deve ganhar teleférico até outubro

11/07/2012 - O Globo

Dos pilares do teleférico, oito já podem ser avistados num rápido passeio pelas ruas estreitas

RIO - Na Central do Brasil, milhares de pessoas entram na estação ferroviária e saem dela, alheias ou não às imensas estruturas de concreto e aço que surgem no terreno do velho camelódromo da Praça Cristiano Otoni, incendiado há pouco mais de dois anos. Ali do lado, no quarteirão delimitado pelo Terminal Américo Fontenelle e pela Rua Senador Pompeu, o trabalho é acelerado no canteiro de obras do programa Morar Carioca, para concluir as torres que sustentarão os cabos do teleférico do Morro da Providência. Ainda há muito o que fazer, mas a promessa, segundo a Secretaria municipal de Habitação, é que a obra esteja pronta até outubro e o equipamento entre em operação experimental nos 60 dias seguintes.

Dos pilares do teleférico, oito já podem ser avistados num rápido passeio pelas ruas estreitas do morro e dos dois lados da Providência. No canteiro ao lado da Central, duas torres metálicas já receberam os trilhos sobre os quais serão colocados os cabos de aço que transportarão as cabines. Outras duas torres, de concreto, estão sendo concluídas. No alto do Morro da Providência, dois grandes pilares já tomam a área da antiga Praça Américo Brum. Na Gamboa, na esquina das ruas Rivadávia Correa e Gamboa, atrás da Cidade do Samba, um pilar metálico já tem os trilhos, enquanto outro ainda está cercado de andaimes.

As três estações do sistema, que ficam nos mesmos terrenos dos pilares, ainda não começaram a ser erguidas. Mas, segundo o secretário municipal de Habitação, Jorge Bittar, o prazo será mantido, uma vez que as estações foram projetadas com estruturas em aço e alvenaria, de rápida execução.

A maioria dos pilares é feita de metal e as peças são confeccionadas no Rio. Já as estações, embora sejam três projetos distintos, serão de metal, alvenaria e vidro, o que acelera o processo construtivo garante Bittar.

O teleférico da Providência será fornecido pela empresa austríaca Doppelmayr, que inaugurou em junho passado uma linha suspensa de transporte sobre o Rio Tâmisa, em Londres. Segundo Bittar, inicialmente, a prefeitura vai operar o sistema, mas não está descartada a escolha de um operador terceirizado para o teleférico. A exemplo do sistema instalado no Complexo do Alemão, o da Providência também será gratuito para moradores.

Teremos um período de 60 dias de testes, antes que o teleférico entre em carga com passageiros diz Bittar.

As obras do teleférico da Providência fazem parte do projeto Morar Carioca, que inclui a reestruturação das rede de água, esgoto e drenagem da comunidade, além da remoção de famílias de áreas de risco, a abertura de ruas de acesso e a construção de um plano inclinado na escadaria de 165 degraus que leva ao cruzeiro do morro. Orçado em R$ 150 milhões, o programa começou a ser executado em fevereiro de 2011 e tem prazo de conclusão para o primeiro semestre de 2014.

A previsão é que 967 unidades habitacionais sejam erguidas pelo Morar Carioca na Providência, nos próximos dois anos. As primeiras 120 unidades habitacionais já começaram a ser construídas na Rua Nabuco de Freitas, nas imediações da Central do Brasil. Estão previstas ainda outras 50 unidades na Ladeira do Farias, também dentro do orçamento de R$ 150 milhões.

A prefeitura negocia ainda a desapropriação de dois terrenos na região para a construção de outras moradias pelo programa Minha Casa, Minha Vida. Num dos terrenos, na esquina das ruas do Livramento, da Gamboa e João Álvares, onde hoje há um casario antigo, deverão ser construídas 240 moradias; no outro, na Rua Audomaro Costa, a prefeitura pretende erguer 349 unidades.

Na Rua do Livramento, é um terreno da Unilever, onde centenas de pessoas viviam em cabeças de porcos. Na Audomaro Costa, é um estacionamento de ônibus. Estamos em processo final de aquisição desses terrenos. Os projetos estão prontos explica Bittar.

Os reassentamentos, argumenta o secretário, estão sendo feitos por múltiplas razões. Além da retirada de moradores de áreas de risco, como na localidade da Pedra Lisa, o projeto prevê a remoção de casas no trajeto das obras, como a do plano inclinado, e a abertura de ruas de acesso.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Famoso em todo o mundo, bondinho do Rio de Janeiro completa 100 anos

09/07/2012 -Correio Braziliense, Max Milliano Melo
 
Há 100 anos, um grupo de operários trabalhava no alto de um morro no Rio de Janeiro, a então capital do Brasil. Provavelmente, eles não sabiam, mas a complexa engenhoca para a época se tornaria um dos monumentos mais famosos do mundo: o teleférico do Pão de Açúcar, carinhosamente apelidado de bondinho. O monumento, que já abrigou o charmoso agente secreto 007, a célebre ladra Carmen San Diengo, e foi palco do revezamento da tocha olímpica em 2008, foi inaugurado em 1912. Há um século, uma das mais complexas e belas obras de engenharia moderna era erguida, mudando para sempre a paisagem carioca e a imagem internacional do Brasil.

O bondinho não se resume a um simples ponto turístico. Fortemente na memória afetiva dos brasileros, o teleférico se tornou um símbolo do Brasil e ajudou o Rio de Janeiro a conquistar o inédito título de Patrimônio Cultural da Humanidade, na semana passada. “Seria impossível pensar no Pão de Açúcar separado do Morro da Urca e sem o bondinho”, afirma Luiz Fernando de Almeida, presidente do Instituto Nacional do Patrimônio Artístico e Arquitetônico (Iphan). “É nessa única apropriação dos espaços e na interação com o ambiente natural que reside o maior patrimônio cultural do Rio”, completa.

sábado, 7 de julho de 2012

São Bernardo quer teleféricos como transporte

04/07/2012 - Diário de São Paulo

Prefeitura estuda implantar sistema semelhante ao utilizado em Bogotá e no Rio de Janeiro

Por Tiago Oliveira

A Prefeitura de São Bernardo deu início a estudos para a implantação de sistema de transporte através de teleféricos, voltado a regiões da cidade localizadas em áreas de difícil acesso.

O estudo ainda está na fase inicial. O secretário de Transportes e Vias Públicas de São Bernardo, Oscar Silveira Campos, está na Alemanha para conhecer a tecnologia que poderá ser adotada na cidade.

“Nos bairros onde nós temos regiões muito montanhosas, estamos estudando a viabilidade do metrocabo, que as pessoas chamam de teleférico”, explica o secretário adjunto de Transportes de São Bernardo, Luiz Rosa. “Hoje esse equipamento já é bastante utilizado em muitas cidades para transportes de passageiros. Possibilita tirar as pessoas de áreas de difícil acesso e transportá-las de forma rápida para os terminais mais próximos”, completa.

Modelos

Se o projeto for concretizado, São Bernardo será a segunda cidade do país a contar com tecnologia deste tipo. O primeiro município a adotar esse sistema de transporte foi o Rio de Janeiro. Desde julho do ano passado, o teleférico do Alemão passou a funcionar na Zona Norte da  capital fluminense.

A principal inspiração é Bogotá, capital da Colômbia, que implantou o sistema em áreas montanhosas, incluindo comunidades antes dominadas por cartéis.

Em São Bernardo, o bairro do Montanhão é exemplo de uma das áreas que podem receber primeiro os teleféricos, devido às características topográficas da região.

“Essa ideia surgiu no final do ano passado e a gente vem avançando com isso, mas ainda de uma forma embrionária”, explica o  secretário adjunto de Transportes e Vias Públicas, Luiz Rosa.

Acesso

Ontem, a prefeitura inaugurou novo acesso entre os bairros Planalto e Independência, ligando as ruas Benedito Conrado Filho e a avenida Robert Kennedy.

O trecho recebeu investimento de R$ 910 mil. Antes, existia no local uma passagem para pedestres, que foi demolida.

A inauguração do trecho provocou mudanças no sistema viário. O acesso em frente à rua Cônego Luís Catelli passou a ter sentido único para o retorno na avenida Robert Kennedy, na direção da avenida Piraporinha.

Já o novo acesso entregue ontem tem sentido único para retorno na avenida Robert Kennedy, em direção à praça Giovanni Breda.

O investimento incluiu a criação de um novo sistema de semáforo na região. A construção do novo acesso  durou cerca de seis meses.