sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Teleférico mais alto do mundo coleciona elogios na Bolívia

28/11/2014 - BBC Brasil

O teleférico começou a funcionar em maio e acabou de inaugurar sua terceira linha

O sistema já transportou 5 milhões de passageiros
O sistema já transportou 5 milhões de passageiros
créditos: BBC
 
Sete meses após a inauguração, o teleférico urbano mais alto do mundo, que liga La Paz, capital da Bolívia, à cidade de El Alto, vem colecionando elogios de usuários.
 
O teleférico começou a funcionar em maio e acabou de inaugurar sua terceira linha. O projeto deve contar com oito linhas, ao custo de US$ 235 milhões (cerca de R$ 600 milhões).
 
Segundo César Dockweiler, gerente da empresa Mi Teleférico, responsável pela concepção e operação do projeto, "o sistema transporta todos, sem distinção de nível econômico ou raça".
 
Usuários elogiam o novo meio de transporte. "A viagem ficou mais rápida e fácil", afirma uma passageira.
 
As estações do teleférico em El Alto ficam a mais de 4 mil metros acima do nível do mar. Desde a inauguração, o sistema já transportou 5 milhões de passageiros.
 
O intuito é aliviar o trânsito pesado de La Paz. No entanto, não agradou a todos, entre eles os motoristas de táxi, que temem perder clientes.
 
Para a maioria, no entanto, o teleférico é um símbolo do bom momento econômico do país.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Projeto de implantação de terceira linha do teleférico no Rio segue estagnado Linha ligaria Morro da Urca ao Forte Duque de Caxias, no Morro do Leme

26/11/2014 - Jornal do Brasil

Rafael Gonzaga*

Segue parado o projeto de implantação de uma terceira linha de teleférico, que foi apresentado pela Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar, empresa que construiu, opera e administra o Bondinho Pão de Açúcar. A nova linha vai ligar o Morro da Urca ao Forte Duque de Caxias, no Morro do Leme. O projeto, que em 2013 já havia gerado até mesmo manifestações contrárias de moradores do Leme, ainda aguarda autorizações e novidades sobre a implementação da linha.

O projeto é algo que já havia sido idealizado há mais de 100 anos pelo próprio fundador do Bondinho, o engenheiro Augusto Ramos. Inicialmente, a linha havia sido planejada para o Morro da Babilônia, limitando-se a fazer a ligação entre os morros da Urca e do Forte, não havendo previsão de descida para o Bairro do Leme.

De acordo com Maria Ercilia Leite de Castro, diretora geral da companhia, a empresa recebe anualmente cerca de 1,5 milhão de turistas e cariocas. "Há mais de um século trabalhamos diariamente para mantermos a principal vocação da empresa: despertar o encantamento dos visitantes com segurança, conforto e agilidade. A implantação da Linha 3, com investimento de R$107 milhões, viria ampliar este trabalho, mantendo vivo o espírito de realizações que nos caracteriza e acompanha por décadas", ressalta.

A implementação ainda precisa de aprovações da Prefeitura do Rio de Janeiro, da Secretaria do Meio Ambiente, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e do Exército. Caso seja completamente aprovada, os responsáveis pelo projeto afirmam que ele proporcionará uma nova atração relevante para o turismo e para a atividade econômica da cidade, gerando cerca de 150 empregos diretos e outros 300 indiretos. Os organizadores afirmam ainda que a preferência à contratação será para moradores do bairro do Leme, especialmente das comunidades Chapéu Mangueira e Babilônia.

Através de um novo modelo de bondinho, mais arredondado e rotativo, brasileiros e estrangeiros poderão apreciar uma vista inédita da cidade. Com recursos mais modernos à disposição no mercado, como a tecnologia 4D interativa, uma exposição permanente contaria ainda de forma lúdica e didática a história do Exército Brasileiro e dos fortes e fortalezas.

O projeto teria ainda uma contrapartida ambiental, prevendo o plantio de mudas de árvores no entorno do Morro, o manejo da trilha, além de apoiar as atividades de educação ambiental e conservação.

*Do programa de estágio do JB