segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Moradores protestam contra linha do bondinho no Leme

14/12/2014 - Jornal do Brasil
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Augusto Mello

Moradores do bairro do Leme, na Zona Sul do Rio de Janeiro, fizeram mais um protesto na manhã deste domingo (14) contra o projeto de instalação de uma nova estação do teleférico no Morro do Leme. A concessionária Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar pretende construir a nova estação em uma área de proteção ambiental que pertence ao Exército e onde funciona o Forte Duque de Caxias. 

Uma barraca foi montada para reunir assinaturas contra a nova estação. Lá eram vendidas camisetas a R$ 5, para arrecadar verba para fabricar banners e instalá-los nos prédios do Leme. Patrícia Rocha, líder do movimento 'Salvem o Leme', falou com o JB sobre o risco que o bairro corre, já que enfrenta dificuldades de mobilidade. Ela rebate o argumento de que o projeto visa atender mais turistas, citando cidades como Paris e Roma.


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"A Torre Eiffel não atende todo o público, nem o museu do Louvre, nem o Coliseu. Então o que deve ser feito aqui no Rio é criar condições melhores para o público, fazer vendas antecipadas, por exemplo", disse. "Tem gente de fora do Rio e até de fora do Brasil que é contra essa nova linha do teleférico. Pessoas que fizeram esse caminho e se encantaram. A sociedade diz não. A Unesco diz não."

O engenheiro Pedro Paulo da Poian, de 76 anos, que mora no bairro desde os anos 1950, também cita a trilha: "Já existe esse caminho que vai da escola do exército até lá em cima, no Forte Duque de Caxias. A caminhada é linda, bem cuidada, bem sinalizada. A gente está querendo sensibilizar o Exército para que ele se posicione contra", declarou.

>> Para pressionar Exército, moradores marcam protesto contra bondinho no Leme

"Querem alterar algo que já é tombado. O caminho é ecológico, aprazível. Esse bondinho vai contra o modelo de turismo que é tendência mundial. A pessoa pode fazer uma caminhada, de 20 minutos, conhecer a vegetação, a fauna do lugar", afirmou Gilda Fittipaldi, que também mora no Leme. "O exército tem que se manifestar contra esse projeto. Nós estamos enviando cartas aos generais para que eles se posicionem."

Ney Helou é psiquiatra, tem 63 anos, e morou quase a vida inteira no bairro. Ele lembra a dificuldade de mobilidade que pode piorar ainda mais com a instalação da nova linha do bondinho no bairro. "Nós só temos uma saída do Leme hoje, que é pela avenida Atlântica. Às vezes demoramos até meia hora só para chegar na avenida Princesa Isabel", diz ele, lembrando que pode ser um problema ainda mais grave, em casos de emergência. Ney garante que não se trata de bairrismo, já que, segundo ele, a mudança pode repercutir negativamente em outros bairros também. "O Leme tem uma convivência entre morro e asfalto e que serve de piloto para toda a cidade".

Estela Menezes, 68 anos, publicitária aposentada e moradora do Leme também protestou: "É uma coisa tão irresponsável em matéria de circulação. Onde vão ficar todos esses ônibus de turismo. O que a gente ganha com isso? Se pelo menos tivéssemos alguma contrapartida, daria para negociar", diz ela. 







Estamos sendo excluídos desta cidade cara. A gente sofre com isso

O autônomo Dinei Medina, de 33 anos, é morador do morro do Chapéu Mangueira. Ele alerta que a obra pode provocar uma grande remoção de moradias em sua comunidade. "O teleférico tem que ser debatido também com os moradores da Babilônia e do Chapéu Mangueira. As favelas do Rio estão sumindo. Estamos sendo excluídos desta cidade cara, com essa falsa especulação imobiliária. A gente sofre com isso. Enquanto o preço do metro quadrado está lá em cima, temos esgoto a céu aberto". 

Álvaro Maciel também mora no Chapéu Mangueira e é descendente de um dos primeiros moradores do morro. Ele elogia o movimento: "É importante para unirmos os moradores. A favela também faz parte do Leme". 

Abílio Tozini, morador de Botafogo (bairro vizinho), fez duras críticas ao projeto: "Estão querendo descaracterizar a cidade e acabar com o patrimônio histórico, como fizeram com o Centro. Temos que exigir o fim dessa destruição. E eles só querem o lucro fácil. Em vez de investir em outras áreas da cidade que também têm potencial. Querem pegar financiamento do BNDES para beneficiar uma família, um clube e construir esse trambolho no alto do morro". O grupo de aproximou da área do exército e alguns manifestantes fizeram discursos. Em seguida., todos gritaram juntos: "Exército brasileiro, diga sim à preservação! Teleférico não!".

A assessoria de imprensa da Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar, empresa que administra o teleférico, informou ao Jornal do Brasil que não haverá estação no Leme e nem venda de bilhetes no Forte. Se os turistas subirem pela trilha, não será possível comprar bilhetes para o teleférico. A empresa também esclarece que "a nova linha se limita a fazer a ligação entre o Morro da Urca e o Morro do Leme (Forte Duque de Caxias) não havendo descida por teleférico  para o Bairro do Leme e nem venda de tickets no Forte".

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Moradores se mobilizam contra bondinho que ligaria o Leme à Urca

03/12/2014 - Jornal do Brasil

Danos ambientais e forte impacto no bairro são algumas das principais queixas

Stefano Grossi*

O projeto de implantação de uma terceira linha do bondinho do Pão de Açúcar, que seria instalada no Forte do Leme em direção ao morro da Urca, apresentado pela companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar - empresa que construiu, opera e administra o Bondinho Pão de Açúcar -, está causando uma enorme polêmica no bairro do Leme.

Logo da campanha contra a instalação do teleférico.
Logo da campanha contra a instalação do teleférico.
O medo dos moradores é que o teleférico tire a tradicional tranquilidade da bucólica região. A reclamação abrange diversos tópicos, desde o aumento do número de pessoas que passa pelo local, até a devastação ambiental que a obra poderia causar.

Em 2013, moradores do bairro do Leme fizeram um protesto contrário à instalação do teleférico. Com placas de "Salvem o Leme", "Vamos salvar nossa história" e "Aqui não cabe teleférico", os moradores mostraram sua indignação.

Em um perfil criado em uma rede social com o nome de "Salvem o Leme", a associação dos moradores compartilha um abaixo assinado virtual para aqueles que quiserem colaborar com a causa. Até o encerramento da reportagem, já haviam sido coletadas 1.973 assinaturas. 

Neste mesmo perfil, uma notícia que compara o preço cobrado àqueles que querem visitar o Pão de Açúcar com o que é cobrado para quem visita a Torre Eiffel, em Paris, assusta os visitantes. A mesma matéria lembra que existe uma trilha em meio à natureza que leva os visitantes ao alto do morro - local onde possivelmente será instalada a estação - que é de graça durante as terças-feiras. Nos outros dias da semana é cobrado um valor simbólico de R$ 4.

Segundo moradores, o bairro é antigo, assim como suas construções. Muitos dos prédios não possuem garagem e os moradores guardam seus carros nas ruas próximas às suas casas. A quantidade de pessoas que a instalação da linha do teleférico traria ao bairro dificultaria os moradores a encontrar vagas.

"Eu moro em um prédio antigo, e como na maioria dessas construções, não tenho vaga de garagem. Sou obrigado a parar o meu carro na rua. As vezes não consigo vagas aqui próximo ao prédio. Já é difícil hoje em dia, que o movimento é relativamente tranquilo, imagina se eles constroem esse bondinho. Vou ter que pagar um estacionamento para poder deixar meu carro tranquilamente", reclamou Carlos Cardoso, o Caca, morador do Leme.

O vereador Paulo Messina (SDD) é um dos que se colocam contra o teleférico. Inclusive, o parlamentar criou o Projeto de Lei 41/2013, que tem como função "manter preservada a Área de Proteção Ambiental (APA), de qualquer atividade turística que possa causar degradação da APA, assim como transtornos de condições sociais e urbanas ao moradores do bairro do Leme".

"É inadmissível aceitar mais de sete mil turistas diariamente em um bairro que é estritamente residencial, sem vocação e estrutura para turismo de grande porte. Isso vai causar um impacto direto no trânsito do bairro, vai prejudicar o embarque e desembarque de turistas, aumentar o ruído e, consequentemente, prejudicar a qualidade de vida do bairro", comentou o vereador.

O vereador comentou também que o Conselho Gestor das APAs foi claro quanto ao impacto ambiental que a instalação do teleférico vai causar no local.

"Trata-se de área de preservação ambiental, e a obra pode acarretar derramamento de graxa da lubrificação dos cabos e despejo de esgoto na baía, como já acontece no Pão de Açúcar, sem contar a poluição visual e sonora prováveis. Em seu parecer, o Conselho Gestor das APAs foi claro a respeito do impacto ambiental causado pela construção de estações de teleférico no topo do Morro do Leme sobre o ecossistema das áreas abrangidas pelo Projeto de Reflorestamento e Conservação Ambiental, que vem sendo desenvolvido no local desde 1987", encerrou Messina.

A PL 41/2013 foi apresentada pelo vereador Paulo Messina em março de 2013 e até hoje não foi colocada em votação. O morador do bairro Natanael Silva, 73, lamenta o que ele chama de "pouco caso" da Câmara dos Vereadores com o bairro do Leme.

"É um absurdo, uma falta de respeito com os moradores do Leme. O projeto do vereador Messina foi apresentado em março do ano passado e até hoje não foi votado, é sempre adiado. Isso só mostra o descaso que a Câmara tem com a gente. E se ficar decidido que vão construir o teleférico aqui, vai mostrar que o descaso não é só com os moradores, é também com a cidade. Pois isso vai atrapalhar a vida de todas as pessoas que moram aqui", lamentou Natanael.

O membro do Conselho Gestor da APA, Abílio Tozini alega que a construção da estação do teleférico iria causa uma descaracterização do local, que é um forte, e portanto, tem apelo histórico.

"O Morro do Leme, na situação em que está, retrata o processo histórico do que aconteceu ali ao longo da história do Brasil. A instalação de um 'trambolho', tipo estação de teleférico, descaracterizará completamente o local e desfigurará a história, o que é inaceitável", afirma Tozini.

Segundo o líder comunitário Sebastián Rojas Archer, o projeto de instalação da terceira linha do teleférico no bairro do Leme deixaria o acesso ao bairro da Zona Sul carioca muito complicado.

"O projeto é do início do século XX, e naquele tempo a cidade não tinha a quantidade de moradores e muito menos a relevância turística que tem hoje. O bairro já é pequeno para os moradores e não tem condições de comportar mais turistas. Além disso, a área ambiental deve ser preservada" comentou o morador.

O projeto para a implantação segue parado aguardando autorização da prefeitura para o início das obras. 

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Teleférico mais alto do mundo coleciona elogios na Bolívia

28/11/2014 - BBC Brasil

O teleférico começou a funcionar em maio e acabou de inaugurar sua terceira linha

O sistema já transportou 5 milhões de passageiros
O sistema já transportou 5 milhões de passageiros
créditos: BBC
 
Sete meses após a inauguração, o teleférico urbano mais alto do mundo, que liga La Paz, capital da Bolívia, à cidade de El Alto, vem colecionando elogios de usuários.
 
O teleférico começou a funcionar em maio e acabou de inaugurar sua terceira linha. O projeto deve contar com oito linhas, ao custo de US$ 235 milhões (cerca de R$ 600 milhões).
 
Segundo César Dockweiler, gerente da empresa Mi Teleférico, responsável pela concepção e operação do projeto, "o sistema transporta todos, sem distinção de nível econômico ou raça".
 
Usuários elogiam o novo meio de transporte. "A viagem ficou mais rápida e fácil", afirma uma passageira.
 
As estações do teleférico em El Alto ficam a mais de 4 mil metros acima do nível do mar. Desde a inauguração, o sistema já transportou 5 milhões de passageiros.
 
O intuito é aliviar o trânsito pesado de La Paz. No entanto, não agradou a todos, entre eles os motoristas de táxi, que temem perder clientes.
 
Para a maioria, no entanto, o teleférico é um símbolo do bom momento econômico do país.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Projeto de implantação de terceira linha do teleférico no Rio segue estagnado Linha ligaria Morro da Urca ao Forte Duque de Caxias, no Morro do Leme

26/11/2014 - Jornal do Brasil

Rafael Gonzaga*

Segue parado o projeto de implantação de uma terceira linha de teleférico, que foi apresentado pela Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar, empresa que construiu, opera e administra o Bondinho Pão de Açúcar. A nova linha vai ligar o Morro da Urca ao Forte Duque de Caxias, no Morro do Leme. O projeto, que em 2013 já havia gerado até mesmo manifestações contrárias de moradores do Leme, ainda aguarda autorizações e novidades sobre a implementação da linha.

O projeto é algo que já havia sido idealizado há mais de 100 anos pelo próprio fundador do Bondinho, o engenheiro Augusto Ramos. Inicialmente, a linha havia sido planejada para o Morro da Babilônia, limitando-se a fazer a ligação entre os morros da Urca e do Forte, não havendo previsão de descida para o Bairro do Leme.

De acordo com Maria Ercilia Leite de Castro, diretora geral da companhia, a empresa recebe anualmente cerca de 1,5 milhão de turistas e cariocas. "Há mais de um século trabalhamos diariamente para mantermos a principal vocação da empresa: despertar o encantamento dos visitantes com segurança, conforto e agilidade. A implantação da Linha 3, com investimento de R$107 milhões, viria ampliar este trabalho, mantendo vivo o espírito de realizações que nos caracteriza e acompanha por décadas", ressalta.

A implementação ainda precisa de aprovações da Prefeitura do Rio de Janeiro, da Secretaria do Meio Ambiente, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e do Exército. Caso seja completamente aprovada, os responsáveis pelo projeto afirmam que ele proporcionará uma nova atração relevante para o turismo e para a atividade econômica da cidade, gerando cerca de 150 empregos diretos e outros 300 indiretos. Os organizadores afirmam ainda que a preferência à contratação será para moradores do bairro do Leme, especialmente das comunidades Chapéu Mangueira e Babilônia.

Através de um novo modelo de bondinho, mais arredondado e rotativo, brasileiros e estrangeiros poderão apreciar uma vista inédita da cidade. Com recursos mais modernos à disposição no mercado, como a tecnologia 4D interativa, uma exposição permanente contaria ainda de forma lúdica e didática a história do Exército Brasileiro e dos fortes e fortalezas.

O projeto teria ainda uma contrapartida ambiental, prevendo o plantio de mudas de árvores no entorno do Morro, o manejo da trilha, além de apoiar as atividades de educação ambiental e conservação.

*Do programa de estágio do JB

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Teleférico do Morro da Providência, no Rio, ainda opera em horário reduzido

29/09/2014 - Agência Brasil
 
O teleférico do Morro da Providência, que liga a Central do Brasil  à Gamboa e à Praça Américo Brum, região portuária do Rio de Janeiro, ainda não opera em horário integral. O serviço foi inaugurado pela prefeitura há quase três meses, no último dia 2 de julho, com a promessa de entrar em funcionamento total no início deste mês, o que não ocorreu. Atualmente, os horários de funcionamento são das 9h às 11h e das 14h às 16h, nos dias úteis; e das 9h às 12h, aos sábado e domingos.

De acordo  com a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp), que administra o equipamento, "o Teleférico da Providência ainda opera em estado de comissionamento, o que quer dizer que permanece em fase de testes e treinamento. Ainda são necessários ajustes para ampliar o horário de funcionamento", informou a companhia.

A prefeitura do Rio informou que  o objetivo da construção do teleférico foi viabilizar a vida dos moradores da região, ajudando-os a economizar, pois o serviço é gratuito e tem capacidade de transportar até mil passageiros por hora. Para Maria Helena, 47 anos, que trabalha na associação de moradores da comunidade, o teleférico ajuda, mesmo com o horário reduzido.

"O teleférico veio para ajudar, mas antes só funcionava pela manhã. Neste mês, o funcionamento passou a ser no horário da tarde também. Isso ajuda as mães que precisam levar seus filhos à escola", disse.

Segundo a Cdurp, o horário de funcionamento integral do teleférico será das 6h às 21h, nos dias úteis; das 7h às 19h, aos sábados; e das 9h às 18h, nos domingos e feriados. Porém, a companhia não deu previsão para que estes horários de funcionamento sejam iniciados.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Teleféricos ligam ricos e pobres bolivianos

26/08/2014 - Folha de SP

La Paz e El Alto, na Bolívia, são duas cidades com geografia e estratos sociais em relação oposta. Matéria do The New York Times, assinada por William Neuman e reproduzida pela Folha de SP, conta como estas duas cidades tão diferentes socialmente acabaram unidas por um sistema de teleféricos.

La Paz, sede do governo, disposta num vale, guarda fortunas tradicionais e uma elite de pele mais clara. Em um platô está El Alto: mais pobre, mais jovem e geralmente mais morena.

Essa espécie de "paradoxo urbano", como diz o jornalista – "em que a parte baixa abriga a classe alta e a parte alta abriga a classe baixa" – , passa agora por uma mudança graças a um sistema de teleféricos para transporte coletivo. O sistema é um híbrido entre teleféricos de esqui e trem elevado.

O presidente da Bolívia, Evo Morales, que ordenou a construção do sistema, recentemente anunciou que construirá mais cinco linhas. Tudo como parte de um plano diretor  que poderá ter até 18 linhas.

"A primeira linha, a Vermelha, transportou 2 milhões de passageiros em 51 dias desde que passou a funcionar, o que superou largamente as projeções mais otimistas", informa a matéria. Medellín, na Colômbia, e Caracas, na Venezuela, também têm seus teleféricos. A diferença, segundo Torsten Bäuerlen, da empresa austríaca responsável pela construção das três primeiras linhas, é que na Bolívia os teleféricos são a espinha dorsal de um sistema de transporte coletivo.

E ele explica o motivo: La Paz, a 3.600 metros acima do nível do mar, inviabiliza sistemas de metrô ou trem. Por outro lado, ônibus estão sujeitos a congestionamentos de trânsito comuns nas duas cidades conectadas pelos teleféricos. Como solução, optou-se por construir um "metrô aéreo".

"O custo de US$ 234 milhões (R$ 531 milhões) das três primeiras linhas foi pago em dinheiro da vasta reserva de divisas acumulada pelo Banco Central do país durante vários anos de crescimento econômico impressionante, impulsionado pela venda de gás natural aos vizinhos Brasil e Argentina", informa William Neuman.

Para ler a matéria completa acesse o site da Folha de SP

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Obras do teleférico santista começarão no fim de 2016


Prefeitura de Santos entregará relatório ambiental para a Cetesb até setembro. O tempo de viagem previsto, de ponta a ponta, é de 15 minutos, segundo cálculos da CET

12/08/2014 - Diário do Litoral, Luigi Di Vaio

O sistema teleférico de Santos será operado com 80
O sistema teleférico de Santos será operado com 80 gôndolas
créditos: Luiz Torres/DL
 
A Prefeitura de Santos espera começar as obras do sistema teleférico no fim de 2016. O novo modal de transporte vai unir o Valongo com os morros do São Bento, Vila Progresso e Nova Cintra e o Bairro Caneleira, na Zona Noroeste. A previsão é de conclusão dos trabalhos em dois anos.
 
As informações foram passadas na noite de ontem pelo presidente da CET Santos, Antônio Carlos Silva Gonçalves, e pelo secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Nelson Gonçalves de Lima Júnior, aos moradores dos morros, em um evento no Morro São Bento.
 
Segundo explicou Silva Gonçalves, a Prefeitura deve entregar o Relatório Ambiental Preliminar (RAP) à Cetesb até setembro. Para viabilizar o sistema de teleférico não será necessária a apresentação de Estudo de Impacto Ambiental/ Relatório de Impacto Ambiental (Eia/Rima) e tampouco a realização de audiências públicas.
 
Ao fazer a análise do RAP, a Cetesb poderá, ou não, pedir ajustes ou medidas compensatórias.
 
O prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), porém, orientou o presidente da CET e o secretário municipal a frisar, no evento de ontem, que a intenção da Administração Municipal é minimizar, ao máximo, os impactos do novo modal entre os moradores.
 
Desapropriações
Serão necessárias apenas três desapropriações de casas, no São Bento, para erguer a estação naquele morro. As desapropriações serão por valor de mercado dos imóveis, e não pelo valor venal.
 
Em outros pontos, a Prefeitura vai ter de usar pequenos espaços em terrenos para a instalação das torres (tamanho de 5 metros quadrados). Os 28 proprietários cujas casas vão ter qualquer tipo de impacto com o teleférico estão sendo chamados para encontros de esclarecimentos na Prefeitura.
 
O sistema teleférico de Santos será operado com 80 gôndolas, cada uma com capacidade para transportar 8 passageiros sentados. Os vagões devem vir da França ou da Suíça. A capacidade será de 18 mil passageiros por dia, sendo que em um primeiro momento a expectativa é de que o modal vá atender 12 mil passageiros.
 
O teleférico funcionará das 6 horas à meia-noite. Ele já deve operar no sistema de bilhete único, ou seja, o passageiro poderá usar a passagem integrada (por um certo período de tempo) a outros meios de transporte, como ônibus e o Veículo Leves sobre Trilho (VLT).
 
Apelo turístico
De acordo com Lima Júnior, diferentemente do que ocorre no Rio de Janeiro, o sistema santista também terá forte apelo turístico.
 
Silva Gonçalves informou que o custo da obra é de R$ 200 milhões, todo financiado pela Caixa pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade Médias Cidades.
 
Pontos estratégicos
A estação da Vila Progresso ficará ao lado de um centro esportivo, a da Nova Cintra junto à Lagoa da Saudade, a do Valongo ligada à Rodoviária e a da Caneleira ao Poupatempo.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Teleférico do Alemão: em três anos, nove milhões de passageiros

07/07/2014 - O Globo

RIO - As 152 gôndolas que cruzam as favelas do Complexo do Alemão completam nesta segunda-feira três anos de operação, alcançando a marca de ter transportado mais de nove milhões de passageiros. Com 3,5 quilômetros de extensão, o teleférico funciona de segunda a sexta-feira, das 6h às 21h, e sábados, domingos e feriados, das 8h às 20h. Moradora de Olaria, Ana Cristina da Silva, de 52 anos, diz que o meio de transporte facilitou a rotina:

- Antes do teleférico, nós subíamos e descíamos a pé a comunidade. Era cansativo. Uso o transporte quatro vezes ao dia.

Nos dias úteis, 70% dos usuários são moradores do Complexo do Alemão. Aos fins de semana, turistas e visitantes marcam presença. Assim como aconteceu durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), a Copa do Mundo também atrai visitantes de vários países, além de brasileiros.

Durante o percurso - são seis estações -, os passageiros podem ver a Igreja Nossa Senhora da Penha, o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, o Estádio Olímpico João Havelange (Engenhão) e a Ponte Rio-Niterói.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Teleférico da Providência será integrado a BRT que ligará Deodoro ao Centro

03/07/2014 - O Globo

RIO — O prefeito Eduardo Paes anunciou, nesta quarta-feira, ao inaugurar o teleférico do Morro da Providência, no Centro, que o sistema será ligado ao BRT Transbrasil (corredor expresso de ônibus a ser construído entre Deodoro e o Centro). Além disso, haverá integração com o veículo leve sobre trilhos (VLT) — projetado para circular na Zona Portuária —, com o metrô e os trens na Central do Brasil (que fica junto à favela). As intervenções estão incluídas no pacote de obras para as Olimpíadas de 2016.

O teleférico tem três estações: Gamboa, Américo Brum e Central do Brasil. A ligação com o futuro BRT acontecerá na Gamboa.

— Vocês não vão ver nenhum atleta russo andando de BRT — brincou Paes, enfatizando que o legado das obras de infraestrutura em andamento no município, por conta de grandes eventos, será da população.

Pedindo desculpas aos moradores da Providência pelo atraso de mais de um ano na entrega do teleférico, Paes reconheceu que a prefeitura não desenvolveu um diálogo da forma como deveria com a população, o que resultou no embargo jurídico das intervenções no morro.

— Foi preciso fazer ajustes, principalmente aqui, um lugar tão simbólico, pois é a primeira favela da cidade e está numa região abandonada durante anos, o Porto. Hoje (quarta-feira), entregamos um equipamento de mobilidade, saúde (há uma clínica numa das estações) e turístico — disse o prefeito.

OBRA DE R$ 75 MILHÕES

Presente à solenidade, o governador Luiz Fernando Pezão também comentou os atrasos na conclusão de obras previstas para a Copa do Mundo e as Olimpíadas.

— Não queremos entregar esses benefícios apenas em função desses grandes eventos. O legado é da população. O mesmo exemplo pode ser aplicado em relação à paz. Não queremos uma paz momentânea, nós a desejamos para sempre — disse Pezão, numa alusão às Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).

O teleférico do Morro da Providência recebeu um investimento de R$ 75 milhões. O dinheiro foi aplicado na construção de terminais, na montagem de torres, no remanejamento da rede de energia e na implantação de vias de serviço, entre outros itens. O sistema tem capacidade para transportar mil pessoas por hora — em cada sentido — em suas 16 gôndolas. Cada uma pode acomodar oito passageiros sentados e dois em pé. O trajeto, de 721 metros, é feito em aproximadamente cinco minutos, e a viagem é gratuita.

Nos próximos dois meses, o serviço funcionará em horários e condições especiais de teste e treinamento de pessoal, com distribuição de senha aos usuários.

TESTE SERÁ EM TRÊS FASES

A implantação do sistema se dará em três fases, com previsão de cerca de 15 dias para cada uma. Na primeira, a operação será das 9h às 11h, de segunda a sexta-feira. Depois, o teleférico passará a funcionar das 14h às 16h. Na terceira fase, o meio de transporte funcionará, em dias úteis, das 8h às 12h e das 14h às 20h, e, aos sábados, das 9h às 15h.

Passadas essas três fases, o teleférico vai operar das 6h às 21h (de segunda a sexta-feira), das 7h às 19h (aos sábados) e das 9h às 18h (domingos e feriados).

A estação Américo Brum tem uma Academia da Terceira Idade para moradores da comunidade, além de um mirante com vista panorâmica de pontos da cidade como o Pão de Açúcar e a Baía de Guanabara. Já no terminal da Gamboa, uma Clínica da Família fará o atendimento da população das 8h às 20h, de segunda a sexta-feira, enquanto o espaço comunitário Casa Rio Digital permitirá a capacitação profissional de jovens.

— É um benefício que esperávamos há muito tempo. Vai facilitar meu deslocamento até o ponto do ônibus quando estiver indo para o trabalho — afirmou a diarista Rafaela Silva, enquanto utilizava o teleférico com os dois filhos.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Paes inaugura teleférico da Providência e pede desculpas por atraso das obras

Enquanto a equipe testava o equipamento, o teleférico ficou parado por cerca de cinco minutos, entre as Estações Américo Brun e Central

DANIEL BRAGA

02/07/2014 - O Globo

Prefeitura inaugura teleférico no Morro da Providência Foto: Beth Santos / Divulgação/Prefeitura do Rio
Prefeitura inaugura teleférico no Morro da Providência - Beth Santos / Divulgação/Prefeitura do Rio

RIO - Pedindo desculpas aos moradores do Morro da Providência pelo atraso na entrega das obras, o prefeito Eduardo Paes inaugurou na manhã desta quarta-feira as obras do teleférico na comunidade. Ele reconheceu que a prefeitura não desenvolveu um diálogo da forma como deveria com os moradores, o que provocou um embargo jurídico das intervenções. As obras de implantação do sistema estão prontas desde maio de 2013, porém, somente agora — 13 meses depois — a prefeitura conseguiu fechar uma parceria com a iniciativa privada para o serviço entrar em operação.

- Foi preciso fazer ajustes necessários, principalmente aqui, um lugar tão simbólico, pois é a primeira favela da cidade e está em uma região que foi abandonada durante anos, o porto. Hoje entregamos um equipamento de mobilidade, saúde e turístico - afirmou o prefeito, referindo-se a estação Gamboa do teleférico que abriga, ainda, uma Clínica da Família e possui uma vista panorâmica da Baía de Guanabara e do Pão de Açúcar.

Ao lado do prefeito, o governador Luiz Fernando Pezão também comentou os atrasos da obra:

- Não queremos inaugurar obras apenas para a Copa e as Olimpíadas. Este é um legado da população. É para sempre e não para estes eventos. O mesmo exemplo é seguido em relação a paz. Não queremos uma paz momentânea. Queremos a paz para sempre - disse Pezão, numa alusão às Unidades de Polícia Pacificadora.

O sistema ficou parado por cerca de cinco minutos, por volta do meio-dia, entre as Estações Américo Brun e Central, enquanto a equipe testava o equipamento.

As três estações Gamboa, Américo Brun e Central compõem o sistema de teleférico.

SISTEMA COM ATÉ 10 PASSAGEIROS

A implantação do serviço custou R$ 75 milhões. As gôndolas têm capacidade para 10 passageiros cada— oito sentados e dois em pé. Elas foram fabricadas pela empresa austríaca Doppelmay. As cabines são feitas de acrílico e alumínio. O teleférico pode transportar até mil passageiros por hora, e o tempo de viagem entre a primeira e a última estação está estimado em oito minutos.

Read more: http://oglobo.globo.com/rio/paes-inaugura-teleferico-da-providencia-pede-desculpas-por-atraso-das-obras-1-13104777#ixzz36KSrfXl7

terça-feira, 1 de julho de 2014

Teleférico do Morro da Providência reabrirá nesta quarta-feira

Bondinho no Rio de Janeiro, com capacidade para mil passageiros por hora/sentido, não será tarifado. Reabertura está marcada para 4ª feira (2)
01/07/2014 -  Manchete Online 

RJ: teleférico em testes na semana passada
RJ: teleférico em testes na semana passada
créditos: Fabiano Rocha / Agência O Globo
 
O Teleférico do Morro da Providência será reinaugurado nesta quarta-feira (2) pela Prefeitura do Rio de Janeiro. O bondinho com três estações, localizado na região central do Rio de Janeiro, liga a Praça Américo Brum à Central do Brasil e à Gamboa.
 
A viagem, com tarifa gratuita, percorre 721 metros em aproximadamente cinco minutos e tem a capacidade de levar mil passageiros por hora em cada sentido. Serão 16 cabines atendendo usuários e uma gôndola para manutenção.
 
Cada cabine tem capacidade para transportar oito passageiros sentados e dois em pé. Além disso, estações e gôndolas são adaptadas para portadores de necessidades especiais, que recebem o auxílio dos operadores e dos auxiliares.
 
A estação do Morro da Providência é ligada à Praça Américo Brum. A da Central do Brasil é na Praça Cristiano Otoni, ao lado da Estação Central do Brasil, com conexões com os trens da SuperVia, metrô e ônibus. Já a da Gamboa é na esquina da Rua Rivadávia Corrêa, com a Rua da Gamboa.
 
De acordo com a Companhia de Desenvolvimento do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp), o funcionamento se dará em quatro fases e terá horário e condições especiais para teste e treinamento de funcionários.
 
Na primeira fase, o funcionamento será das 9h às 11h. Na segunda fase, irá funcionar das 14h às 16h. Já na terceira fase, funcionará de segunda à sexta, das 8h às 12h, e de 14h às 20h, e no sábado, de 9h às 15h.
 
Na quarta fase, o funcionamento será pleno e normal e vai funcionar nos seguintes horários: de segunda à sexta-feira, de 6h às 21h, no sábado de 7h às 19h e domingos e feriados, de 9h às 18h.
 
Durante cerca de dois anos, desde que realizou a primeira e única viagem-teste em dezembro de 2012, o teleférico ficou praticamente abandonado, gerando protestos dos moradores do Morro da Providência, que alegavam ter urgência neste meio de transporte na comunidade. Outra queixa dos moradores era sobre o destino das famílias desapropriadas em função da obra. Segundo a Secretaria Municipal de Habitação, o morro da Providência abriga cerca de 1.400 famílias, sendo que, destas, 118 tiveram que ser reassentadas para a construção do teleférico. Elas serão transferidas para moradias do programa Minha Casa Minha Vida sendo que, dos reassentamentos previstos, 34 já foram entregues e 84 aguardam a conclusão das obras, informa o órgão responsável (Cdurp).    

domingo, 29 de junho de 2014

R$ 990 mil são recebidos para teleférico de Ribeirão Pires

19/11/2013 - Diário de SP

Projeto da administração de Ribeirão Pires pretende instalar teleférico sobre pontos turísticos

Por Bignardi Júnior

Campos do Jordão (foto) é uma das cidades que já conta com teleféricoCampos do Jordão (foto) é uma das cidades que já conta com teleférico

A Estância Turística de Ribeirão Pires deverá ter um teleférico. Pelo menos é o que parece ter sido acordado em encontro do prefeito Saulo Benevides (PMDB) e o secretário de Turismo do Estado, Claudio Valverde, que assinaram convênio para a transferência de recursos destinados à elaboração de projeto executivo do "Teleférico - Cidade Encantada".

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Parceria/ Ainda neste ano, o DADE (Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias) e a Prefeitura deverão assinar convênio para a liberação de mais R$ 3,4 milhões, que serão destinados à implantação do Teleférico. O projeto apresentado pelo município e aprovado pelo Estado prevê trajeto de aproximadamente 2 km, com três estações, conectando o Complexo Ayrton Senna à Igreja de Santo Antônio e ao Parque Milton Marinho de Moraes. As obras do teleférico custarão R$ 12 milhões e prevêem a conexão de equipamentos e atrações localizadas no centro gastronômico e cultural a um mirante, passando por um parque linear e chegando às margens da represa Billings.

Projeto começa com o estudo de viabilidade
Num primeiro momento, o município receberá parcela de R$ 350 mil, destinada para a realização de estudos de viabilidade técnica do teleférico e de parque temático que compõem o projeto. A segunda parcela será de R$ 640 mil para ser utilizada para a realização de conjunto de projetos executivos, como estudos de solo, eletromecânico, entre outros.

Benevides explicou como será a realização deste sonho antigo de políticos e moradores de Ribeirão Pires. "A partir da elaboração do projeto executivo teremos em mãos todas as informações necessárias para pleitear, nos próximos anos, recursos para as próximas etapas de implantação do teleférico, que ligará a região central da cidade ao Parque Municipal Milton Marinho, que também receberá investimentos para o receptivo de turistas e moradores da cidade", explicou o prefeito da estância.

Diário de São Paulo

Fonte: Diário de São Paulo

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Três anos depois de tragédia na Região Serrana, teleférico de Nova Friburgo é reaberto

Atração turística fica na Praça do Suspiro, que começa a receber obras de drenagem e revitalização

POR O GLOBO

27/06/2014 - O Globo

Inauguração do teleférico da Praça do Suspiro sinaliza a retomada na rotina da vida em Nova Friburgo

Foto: Daniel Marcus / Divulgação
 Inauguração do teleférico da Praça do Suspiro sinaliza a retomada na rotina da vida em Nova Friburgo Foto: Daniel Marcus / Divulgação
Inauguração do teleférico da Praça do Suspiro sinaliza a retomada na rotina da vida em Nova Friburgo - Daniel Marcus / Divulgação

RIO — A foto da Praça do Suspiro, em Nova Friburgo, coberta de lama se tornou emblemática do temporal de 2011, que causou mais de 900 mortes na Região Serrana. A praça já foi recuperada e terá duas novidades a partir desta sexta-feira: a reabertura do teleférico e a inauguração das obras de revitalização e drenagem nos arredores, conforme adiantou o site do jornalista Ancelmo Gois, do GLOBO.

A reabertura do teleférico foi autorizada nesta quinta, depois de o proprietário ter cumprido todas as exigências. A licença da Secretaria municipal de Meio Ambiente e o alvará provisório da Secretaria municipal de Fazenda permitem o funcionamento do primeiro estágio do teleférico, além do prédio do boliche e do restaurante.

— A reabertura do teleférico, três anos após a interdição, é uma grande notícia para Nova Friburgo. É um grande atrativo turístico e, com certeza, vai incrementar a ocupação dos hotéis e restaurantes do município — disse o prefeito Rogério Cabral (PSD), que comandará a inauguração, nesta tarde, com a presença do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB).

ÍCONE DO TURISMO

As obras de drenagem foram feitas pela prefeitura com recursos (R$ 11,8 milhões) do programa Subserra, do governo do estado. Paralelamente, está sendo recuperada a encosta nos fundos do Teatro Municipal Laércio Rangel Ventura, na mesma praça.


Novo cenário: Praça do Suspiro também começa a receber obras de drenagem e revitalização - Daniel Marcus / Divulgação
Rogério Cabral anunciou que a Fonte da Saudade também será reconstruída. E que a prefeitura desapropriou o terreno na esquina da praça com a Rua General Osório, onde será instalada mais uma atração turística.

O secretário estadual de Turismo, Cláudio Magnavita, disse que em breve Nova Friburgo ganhará um centro de convenções com capacidade para três mil pessoas. O objetivo é impulsionar o turismo de eventos na região com recursos do Programa do Desenvolvimento do Turismo.

— O teleférico é um ícone do turismo da Região Serrana. Seu retorno sinaliza a retomada da normalidade de uma das mais importantes cidades do turismo fluminense — disse.

Segundo Luiz Fernando Pezão, o governo do estado investiu mais de R$ 2 bilhões em obras de contenção de encostas, construção de moradias e recuperação de rios na Região Serrana desde 2011:

— Para mim, que passei 35 dias na cidade naqueles piores momentos e ajudando o município a se reerguer, é uma satisfação inaugurar um ícone dessa cidade tão importante.

Read more: http://oglobo.globo.com/rio/tres-anos-depois-de-tragedia-na-regiao-serrana-teleferico-de-nova-friburgo-reaberto-13038759#ixzz35rBBsECS

terça-feira, 24 de junho de 2014

Teleférico da Providência começa a transportar passageiros neste domingo

24/06/2014 - O Globo

A demora foi tanta que o estivador Jorge Luiz Soares, de 53 anos, custa a crer que no próximo domingo poderá, enfim, fazer sua primeira viagem no Teleférico da Providência. Esta é a data marcada para que o sistema entre em operação. As gôndolas vão encurtar as viagens da Central do Brasil e da Gamboa até o alto da comunidade. Pronto há cerca de um ano, o funcionamento estava emperrado, esperando apenas a definição de quem seria o responsável pela operação do serviço.

Decreto do prefeito Eduardo Paes publicado ontem no Diário Oficial colocou um ponto final na longa espera. A gestão ficará a cargo da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp); e a manutenção, por conta da Concessionária Porto Novo.

Os moradores ainda não poderão contar com o serviço o dia inteiro. A implantação do sistema será em quatro fases, ainda sem duração definidas. As três primeiras são para testes e treinamento de pessoal, com circulação em horário reduzido. As viagens iniciais com passageiros estarão limitadas a duas horas diárias, de segunda a sexta-feira, segundo a Cdurp.

Uma cartilha distribuída aos moradores avisa que não haverá cobrança de tarifa para a viagem, que deve ser feita em cinco minutos. As 15 gôndolas utilizadas no transporte da população já começaram a ser testadas. Cada uma tem capacidade para levar oito usuários sentados e dois em pé.

— A expectativa é grande, mas prefiro esperar. Afinal, dizem que quem espera sempre alcança — afirma o estivador, que faz em meia hora a subida íngreme até o Largo do Cruzeiro, onde mora.

Para Daniele Rodrigues, de 32 anos, o início da operação do teleférico representa o fim da longa espera nas filas das kombis, que cobram R$ 2,50, para levar moradores ao alto da favela.

— Como são poucas para atender muitos moradores, as filas são inevitáveis, principalmente no fim da tarde. Na pressa, muitas vezes prefiro subir a pé. O teleférico vai melhorar muito a vida da gente — acredita.

Com um sistema que tem 721 metros de extensão, o teleférico poderá transportar até mil pessoas por hora, em cada sentido. A obra custou R$ 75 milhões. Uma viagem teste chegou a ser feita pelo prefeito, no ano passado.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Teleférico da Providência passa por últimos testes

18/06/2014 - Agência Brasil

A inauguração do teleférico do Morro da Providência depende apenas da realização de testes nas gôndolas, depois de ter entrado em operação a subestação elétrica que atenderá ao serviço de transporte. As informações foram passadas hoje (18) pela Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto. A empresa explica que os testes já haviam sido feitos, com o sistema alimentado por geradores, e serão repetidos devido à mudança no modo de abastecimento. A troca foi necessária por causa da grande quantidade de energia demandada pelo teleférico.

O serviço deve transportar mil pessoas por hora entre a Cidade do Samba, na Gamboa, e a Central do Brasil, num percurso de 721 metros passando pelo Morro da Providência, onde ficará a Estação Américo Brum. Cada gôndola terá capacidade para transportar dez pessoas.

A inauguração, segundo a companhia, ainda não tem data prevista e depende dos testes e do anúncio do prefeito Eduardo Paes. As gôndolas terão a decoração de desenhos de alunos da Escola Municipal Francisco Benjamin Galotti. As ilustrações terão como tema "A região portuária que eu gosto" e serão usadas também nos panfletos informativos.

De acordo com a companhia, o serviço será operado pela Concessionária Porto Novo, que administra serviços na zona portuária do Rio, e o valor da passagem ainda será divulgado.

Em março, a Agência Brasil visitou o Morro da Providência, e os moradores criticaram a demora na inauguração. Outra reclamação foi a transformação de uma praça na estação do teleférico. Segundo a companhia de desenvolvimento, uma área de lazer está com obras avançadas e contará com campo de futebol, quadra polivalente e uma academia da terceira idade. O local será inaugurado em breve.

De acordo com a prefeitura, a construção do teleférico teve custo de R$ 75 milhões, quase metade dos R$ 163 milhões destinados ao Projeto Morar Carioca na Providência.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Obra do Teleférico da Providência foi concluída mas não há quem opere o sistema

17/03/2013 - O Extra

Teleférico do Morro da Providência, sem funcionamento após sua construção

Estampada repetidas vezes na parede da antiga Praça Américo Brum, no alto do Morro da Providência, a expressão "Meu sonho é..." traduz o que moradores da comunidade sentem em relação ao Teleférico da Providência. Pronto há 10 meses, o transporte que prometia facilitar a vida de quem mora no alto do morro continua longe de ser realidade.

Com ligação aérea da Central do Brasil até a Cidade do Samba, o sistema ainda não entrou em operação, e segue sem data de inauguração. Os testes já foram feitos, mas a prefeitura, responsável pela obra, limita-se a afirmar que ainda estuda quem vai operar o teleférico.

A aposentada Deolinda Pereira, de 79 anos, acompanhou a obra da janela. Duas vezes por dia, ela encara os mais de 100m de ladeiras íngremes da favela e, por isso, aguarda com ansiedade a inauguração do sistema.

— Costumo ir muito lá embaixo. Hoje, só uma Kombi faz esse trajeto. Se o teleférico já estivesse funcionando, certamente eu usaria sem medo — imagina.
Enquanto a obra, que custou R$ 75 milhões, não funciona, o tempo danifica o equipamento. A estação ao lado da Cidade do Samba está com as cinco lojas vazias. A da Central do Brasil, virou abrigo de mendigos e usuários de crack, segundo relatos de quem passa pela região.

— Tiraram o camelódromo e ninguém fez nada. À noite, fica cheio de mendigos e usuários de crack por aqui. Todo mundo reclama dos assaltos — disse Marcos Eugênio de Freitas, de 45 anos.

Com 721 metros de extensão, o teleférico tem capacidade para transportar até mil pessoas por hora. O trajeto entre as três estações será feito em cinco minutos. A expectativa é de que os moradores tenham direito a duas passagens gratuitas por dia.

— O teleférico seria útil demais para os moradores mais idosos. Estamos na espera — cobra o entregador Pedro de Oliveira Cardoso

Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/rio/obra-do-teleferico-da-providencia-foi-concluida-mas-nao-ha-quem-opere-sistema-11891359.html#ixzz2wGbyNuJK

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

O teleférico que não sai do lugar

20/01/2014 - O Globo

Sistema de transporte do Morro da Providência está pronto há 8 meses, mas sem operar
 
Anunciado pela prefeitura como um dos ícones da revitalização da Zona Portuária, o teleférico do Morro da Providência ficou pronto em maio de 2013. Passados oito meses desde a conclusão da obra, no entanto, moradores ainda enfrentam as íngremes ladeiras do lugar — onde surgiu a primeira favela do Rio — para chegar em casa. O transporte, que custou R$ 75 milhões, fará a ligação entre a Cidade do Samba, a Central do Brasil e a Providência, mas até hoje não entrou em operação. E ainda não há data para inaugurá- lo. As 16 gôndolas, com capacidade para dez pessoas cada, permanecem guardadas e empoeiradas numa das estações. O atraso é motivo de revolta entre moradores, que apelidaram o espaço de "museu do teleférico". O consórcio responsável pela construção, formado por Odebrecht, OAS e Carioca, garante que o equipamento está pronto e já foi testado. O primeiro teste, inclusive, foi acompanhado pelo prefeito Eduardo Paes, em dezembro de 2012. Com 721 metros de extensão, o teleférico tem capacidade para transportar até mil pessoas por hora e representaria um alívio para quem mora na parte mais alta do morro, como é o caso do pintor Roberto Garcia, de 33 anos. — Não consigo entender. O teleférico já estava sendo testado, diziam que ia ser inaugurado, mas até agora nada — diz o pintor. — Eu moro numa das últimas casas do morro, levo uns 30 minutos a pé, mas nesse calor nem é bom subir porque a gente passa mal.

PREFEITURA: SEM DATA 
A expectativa é que os moradores tenham direito a duas passagens gratuitas por dia, e que o teleférico também seja usado como atração turística, já que, do alto da favela, pacificada desde 2010, é possível ter uma bela vista do Porto. O trajeto entre as três estações será feito em oito minutos. A prefeitura não explicou por que não se planejou para operar o equipamento tão logo ele ficasse pronto. Em nota, informou apenas que está "finalizando o modelo de operação para atender à comunidade". Ainda de acordo com a prefeitura, não há licitação em curso e, portanto, não é possível dizer quando o sistema entrará em funcionamento ou quem vai operá-lo. Sem usuários, as três estações que compõem o sistema parecem abandonadas. Na que fica ao lado da Cidade do Samba, por exemplo, as cinco lojas permanecem vazias. No terceiro andar, estão as 16 gôndolas, todas encobertas pela poeira. Confeccionado pela empresa austríaca Doppelmayr, o sistema é inspirado no dos Alpes Suíços. As cabines são feitas de acrílico e alumínio. A única diferença é o assento em madeira, como um banco de praça. Cada gôndola pode transportar oito passageiros sentados e dois em pé. A estação da Providência, no alto do morro, é a que mais sofre com a falta de manutenção. Lixo, entulho e fezes de animais estão por toda a parte, dando um aspecto negativo ao espaço que seria o cartão-postal do morro. O mirante, com uma linda vista da Zona Portuária, está repleto de cacos de vidro. E a encosta logo abaixo, pouco a pouco, vai se tornando um lixão. — É o próprio museu do teleférico, é só para a gente ver — ironiza a moradora Luciana Ribeiro. Mãe de um casal de gêmeos de 6 anos, ela reclama que não tem o que fazer com as crianças nas férias: — Perdemos a Praça Américo Brum, a única área de lazer da Providência, para dar lugar ao teleférico. E agora? Ficamos sem nada. Pensei em levar as crianças à Vila Olímpica, mas quem aguenta andar debaixo desse sol? A perda do espaço esportivo seria compensada pela Secretaria municipal de Habitação com a construção de outra praça num terreno próximo dali. Mas o projeto não deslanchou devido a uma liminar obtida na Justiça, que, em 2011, paralisou todas as obras da favela, com exceção do teleférico. Elas fazem parte do programa Morar Carioca, num pacote de investimentos de R$ 163 milhões. A ação foi movida pela Defensoria Pública do estado a pedido de moradores que seriam reassentados. São pessoas que vivem em áreas de risco ou no local onde seria construído um plano inclinado de 70 metros de altura, ao lado de uma escadaria. Na ação, a Defensoria Pública argumentou que a prefeitura não apresentou documentos comprovando que o projeto contava com Estudo de Impacto Ambiental (EIA/Rima), impacto de vizinhança e licença ambiental. Pelos cálculos da Defensoria, seriam reassentadas 600 famílias, das 1.500 que vivem na Providência. A Secretaria de Habitação, porém, informa que esse número está sendo revisto e vão ser mantidos apenas os reassentamentos nas áreas consideradas de risco, o que reduzirá consideravelmente o número de desapropriações. O município recorreu da decisão, mas só conseguiu que a Justiça liberasse a conclusão do teleférico, já que havia o risco de os equipamentos se deteriorarem.

NO ALEMÃO, 12 MIL USUÁRIOS/DIA
No pacote de obras, estão incluídas, além de moradias, novas redes de água, esgoto e drenagem; implantação de um centro esportivo coberto; alargamento de ruas e reforma da pavimentação. Segundo a secretaria de Habitação, já foram entregues uma creche para 200 crianças; um Centro de Trabalho e Renda, a reforma de uma escola, além de 34 unidades habitacionais, na Rua Nabuco de Freitas, para famílias que precisaram sair da Providência em função das obras. Enquanto isso, no Complexo do Alemão, o teleférico, que custou R$ 253 milhões, leva em média 12 mil passageiros por dia. Durante a semana 70% dos usuários são moradores do Alemão. Nos fins de semana, 60% são de fora, como turistas, trabalhadores ou visitantes de famílias que vivem na área. l

" É o próprio museu do teleférico. Só para a gente ver. Perdemos a Praça Américo Brum, a única área de lazer. E ficamos sem nada"
Luciana Ribeiro Moradora

"Moro numa das últimas casas do morro, levo uns 30 minutos a pé, mas nesse calor nem é bom subir porque a gente passa mal" 
Roberto Garcia Morador